A metodologia científica na crise paradigmática
A metodologia científica esta equivocada, ou em linguagem formal, a metologia científica é um modelo irrefutável na linha Poperiana, o momento de dialogia entre a perspectiva de Karl Popper e Thomas Kuhn.
Desde a primeira fuga dos modelos religiosos e mitológicos e a passagem para o mundo ou sistema da metafísica com o nascimento da escola da filosofia grega há 2500 anos, mesmo infiltrada de algumas vertentes misticas e tradicionais, então as escolas filosóficas gregas agrupadas entre as duas vertentes principais: os ontológicos baseado na continuidade, e, os descontínuos da tese da visão da corrente dialética que trabalha nos opostos descontínuos e discrepâncias, rupturas e divergências não necessariamente absolutamente opostas.
Faremos uma breve e curta revisão da bibliografia da metodologia em geral fazendo um reducionismo forçado podemos lembrar e relacionar as principais correntes de partida para a sustentação teórica e ontológica e também epistemológica porque todos os métodos científicos e empiricistas se baseiam em um único princípio, e este princípio será atacado nesta monografia.
Começando pelo indutivismo, de vertente estatística baseado nas observações e no preparo para o contexto de hipótese, de observação, de experimentação, e de conclusão, tudo baseado na expectativa humana da continuidade e da repetição monótona que nos induz a expectativa de permanência e de eternidade que pode ser enganada pelos sentidos, os cinco sentidos do nosso sistema neurológico, logo pode ser enganado por eles;
O dedutivismo é uma forma reducionista de indutivismo, uma intuição anti-matemática que prescinde de qualquer demonstração por ser autoevidente isenta de formulação estatística e inumerável, incontável, imensurável, incognoscível, mas aparentemente referendado pela obviedade do senso comum, deveria ser não-cientifica, mas são consideradas verdades evidentes indemonstráveis e eternas.
O detutivismo pode ser reduzido a forma indutivista porque a abundância de evidências a torna infinita ou uma regressão ao infinito, não pode ser questionado por nenhuma matemática sem poder recorrer a matemática ou estatística.
O penúltimo dos mais conhecidos métodos científicos, o dialético, é muito respeitado porque atua onde os números não podem alcançar e preenchem um espaço vazio que representa o método dialético. Este método confia na capacidade do debate entre ideias opostas, e dos opostos surge a conclusão e a síntese dos extremos.
O método mais moderno, o poperiano, é uma extensão modernizada do método dialético, qual consiste na impermanência das verdades científicas provisorias as quais vistas do passado as verdades científicas se transformaram hoje em falácias, e falsa ciência conhecidas hoje como quimeras do mito da pedra filosofal da alquimia, astrologia e superstições; então este seria o futuro de todo o conhecimento moderno no futuro distante transformado em superstição pelos futuros cientistas.
O método poperiano chamado refutacional hipotético-dedutivo faz uma suspensão da razão de época antecipadamente se desculpando antecipadamente pelas incoerências condicionais e contingentes do nosso nível de estado da arte atual incapaz de se antecipar ao conhecimento científico futuro.
Então podemos concluir sem medo de errar que todos os métodos e técnicas científicas procuram a regularidade na natureza, o que se busca através da modelagem com fórmulas e equações matemáticas para podermos antecipar os fatos a partir de fórmulas preditivas de comportamento da natureza.
As cinco leis da dialética:
1) TUDO ESTA LIGADO A TUDO;
2) NADA SE REPETE NA NATUREZA;
3) TESE E ANTÍTESE GERAM A SÍNTESE;
4) AS MUDANÇAS QUANTITATIVAS LEVAM AS MUDANÇAS QUALITATIVAS;
5) A SOMA DAS PARTES EH MAIOR DO QUE O TODO;
6) O TODO NÃO PODE SER EXPLICADO PELAS PARTES ISOLADAS;
7) O TODO DETERMINA E CONDICIONA O COMPORTAMENTO DE CADA PARTE.
8) NÃO EXISTE CAUSA ÚNICA PARA AS COISAS;
Então, existe uma tendência natural e intuitiva de vermos a regularidade na natureza, mas os dialéticos nos lembram que não existem duas folhas de arvore iguais na natureza, em forma, em tonalidade de cor, em tamanho, em peso, nada se repete na natureza, não existem sequer dois dias com a mesma duração de tempo na terra, a cada momento forças diferentes atuam na terra para que as condições nunca se repitam, estamos girando de zero a 1600 quilômetros por hora dependendo da posição em latitude norte sul na terra, e em longitude, também, enquanto a terra gira em torno de sol como referência primaria a 107 mil quilômetros por hora, mas o sol se desloca a quase 900 mil quilômetros por hora por isso a terra não gira mas faz uma trajetória em espiral a 175 mil quilômetros por hora atrás e envolta do sol, se afastando e se aproximando cerca de oito milhões de quilômetros no apogeu e perigeu, com uma inclinação do eixo de rotação que sofre uma precessão, são dezenas de movimentos combinados da terra no espaço cujas coordenadas nunca se repetem, mas pelo método dedutivo temos um dia igual ao outro que parece que intuitivamente nada muda.
Quando um automóvel deixa a linha de montagem muitos dos parâmetros são estimados pelos fabricantes e registrados na ficha técnica do veiculo para ser registrado depois de devidamente conferidos os parâmetros e suas medidas na inspeção, a única certeza que temos é que cada modelo produzido jamais seria igual ao outro ou pelo menos igual as especificações técnicas determinadas pelo projeto e pela padronização de produção rigorosamente esperada.
Os mesmos modelos têm todos os dados completamente e aleatoriamente ligeiramente diferentes uns dos outros, nenhum carro sai exatamente igual ao outro, mesmo o motor em funcionamento perfeitamente normal posto para funcionar a 3555 rotações por minuto embora o mostrador indique essa regularidade a cada volta do eixo do motor poderia se medir acuradamente que cada volta das 3555 rotações por minuto cada volta possui uma velocidade ligeiramente diferente, então a cada giro do motor os parâmetros são ligeiramente diferentes, a pressão da explosão não se repete, a temperatura da combustão é diferente a cada explosão porque a quantidade de ar e de combustível varia ligeiramente a cada explosão, o momento da explosão varia ligeiramente um do outro, a intensidade da faísca elétrica da vela de ignição varia em voltagem e corrente elétrica a cada ignição em instantes defasados em falsa sincronia uns dos outros e a densidade do ar muda a cada segundo, a umidade do ar de combustão varia milimetricamente a cada momento, assim as variáveis do motor variam a cada milissegundo, a potência varia a cada momento, enquanto parece que tudo se repete regularmente.
O cérebro de todo o universo se chama retroalimentação de informações, ou feedback, que em suma é o processo de reprocessar cada informação consertando ou modificando as condições iniciais ou as causas de acordo com o efeito da saída ou do momento atual, assim se corrige constantemente e continuamente no momento seguinte as discrepâncias detectadas que fogem ao padrão, como por exemplos: o nosso sistema imunológico que vai ajustando os padrões de comportamento do organismo, ou como os outros subsistemas como a fagocitose; como a membrana citoplasmática, na osmose; suor; a salivação; a lagrimação, são formas de ajuste ao meio ambiente interno e externo para buscar um novo ponto de equilíbrio de balanço de forças resultante, e de energia entrópicos.
Assim a pele e os cabelos e olhos dos nórdicos é extremamente claro para captar e deixar passar cada raio escasso de luminosidade durante os nove meses de penumbra sem luz do sol transformando a pele num gigantesco painel solar, enquanto a pele e os cabelos e olhos dos africanos negros transformados em gigantesco para-sol os protegem os corpos do excesso de raios da luz do sol permitindo a diminuição de radiação solar.
Conclusões:
O método de fazer ciência que busca a regularidade é uma forma humana de querer imputar a natureza uma perspectiva humana que não existe, não existem regularidades na natureza, nada é igual nada se repete portanto as equações e as fórmulas não são nada que possam modelar e entender os fenômenos físicos, químicos, biológicos e combinados, porque não se pode colocar a natureza em um modelo padronizado de comportamento, justamente o oposto do que vamos fazendo, ajudados pela matemática e estatística.
A estatística é uma proxy lixo, pois as regras de probabilidade dizem que em um sistema de amostras não viciadas todas as possibilidades têm igual probabilidade, o que a natureza nunca confirmou, pois no sorteio de números a probabilidade de sair uma combinação em uma sequência qualquer é igual a uma provável sequência aleatória porque o acaso não tem preferência, mas na realidade nunca vemos um sorteio de uma sequência 01 02 03 04 05 06 que tecnicamente tem a mesma probabilidade da sequência 60 12 13 17 24 36 ninguém apostaria a primeira sequência se deseja acertar no sorteio de números, sequer criar uma sequência aleatória pegando o último ou um resultado qualquer já anteriormente sorteado e acrescentar uma unidade a cada algarismo sorteado.
Como se chama esta lei do acaso? Não pode ser representada por uma equação estatística?
O universo está debochando das nossas leis, da nossa matemática não apenas no número pi ou na raiz quadrada de dois, mas simplesmente não podemos com a realidade do caos da aleatoriedade.
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