sábado, 23 de dezembro de 2023

Achismos

 

Achismos

Neologismo de insipientes em metodologia científica e em técnicas de pesquisa científica que minimizaram e subestimaram o poder do chamado método dedutivo cuja essência está em definir os princípios fundamentais que não podem ser demonstrados, são verdades de apotegma, ou segundo Kant são apriorísticos das categorias analíticas transcendentais.



Saiba que 99% do universo é constituído de coisas que não se vê e são inexplicáveis pela ciência: muitas coisas não se pode ver diretamente a olho nu de vista desarmada ou sem um telescópio, ou sem um microscópio, ou sem um instrumento de detecção; nesta categoria estão: o ar, a força, a velocidade, a distância, a eletricidade, magnetismo, molécula, pensamento, elétron, energia, calor, frio, angústia, dor, saudade, alegria, fome, sabor, som, vento, nossa galáxia, os vírus, então quase tudo no universo é invisível ou somente existe nos modelos mentais e científicos ou filosóficos, ou empíricos?

Você que é intelectual cético e ateu já parou e pensou que se você só acreditasse apenas naquilo que se vê e se pode provar e comprovar, então começaríamos a duvidar que: a terra seja esférica e finita; que nunca chegou à lua algum ser humano; que não existe vírus; que as doenças não existem; que vegano vive mais; que existe aquecimento global, ou não, então nem sabemos que o mesmo tom de cor azul do céu é percebido da mesma forma por outra pessoa, então acreditar ou não é apenas uma questão de opinião, e a opinião sua ou minha não tem qualquer valor para a ciência, para a filosofia e para a religião. 

Qualquer baratinha sabe que o mundo sensitivo dos humanos nos limita; o mundo dos invisíveis e o mundo espiritual nos abre portas infinitamente grandes e quebram todos os nossos limites de percepção da realidade.

Quando nos apercebemos da parte da realidade que é totalmente invisível acabamos naturalizando a magia do mundo totalmente imperceptível quando usamos, por exemplo, o aparelho chamado telefone celular, e nos valemos de coisas absolutamente invisíveis, como as ondas eletromagnéticas as quais entram e saem do aparelho telefone celular sem percebermos, sem a vermos, sem sentirmos e como as informações circulam pela memória e pelos circuitos eletrônicos do microprocessador no interior dos telefones celulares que processam apenas impulsos eletrônicos simbolizando informações e instruções que são transformadas em sons, imagens e dados, e isso tudo acontece de modo análogo ao celular.

Assim similarmente acontece dentro do nosso cérebro, onde apenas circulam impulsos eletrônicos e reações bioquímicas dentro dos nossos neurônios; assim, aquilo que apenas as conhecemos como: imagens, palavras, sons e gosto, texturas: sensações mais complexas como: saudade, amor, ódio, desejo, medo, e isso tudo para o nosso aparato neurológico as quais não passam de impulsos elétricos e reações bioquímicas nas células cerebrais e nas sinapses dos neurônios.

Se fizermos um raio-X ou uma ressonância magnética na cabeça da gente nunca acharemos uma imagem, ou texto, um vídeo, uma música, apenas rios de sangue e impulsos magnéticos e elétricos e muita energia, o que significa que tudo aquilo é magia que conhecemos como memória através de transdutores terminais sensitivos – sistema visual e sistema auditivo -, nada além de um mundo invisível e vazio.

Não existem imagens, sons, palavras e cheiros dentro do cérebro humano, apenas sangue e neurônios onde passam impulsos elétricos codificados que viram imagem nos nossos olhos, e sons nos ouvidos, e gosto na língua, e cheiro nas narinas e palavras na nossa língua.

O que é a realidade? Fenomenologia, magia, abstração.

Estamos caminhando em nossa compreensão epistemológica, ou, talvez, ontológica do conhecimento em geral sempre oscilando entre a metafísica e o empiricismo positivista, cada qual com as suas limitações: a metafísica limitada pela rigidez da lógica abstrata tautológica e redundante (a = a) (se a → b, logo, b pressupõe a); e presos também por outra parte ao empiricismo que exige provas concretas materiais, nem sempre possíveis de se obterem.

A metafísica tem seus problemas heurísticos, como, por exemplos:

1) ax + b = 0

ax2 + b = 0

não implica igualdade

ax + b = ax2 + b

Muito menos que 0 não = 0

embora a lógica proposicional devesse admitir isso como o modelo de lógica declarativa dos silogismos como:

todo homem é mortal”

Pedro é um homem”

conclusão dos silogismos:

Pedro é um homem, portanto Pedro é mortal ”



Essa lógica não se aplica ao caso 1.

ax + b = 0

ax2 + b = 0

não implica igualdade

ax + b = ax2 + b

ax + b é uma equação de uma linha reta

ax2 + b é equação de uma curva parabólica



Robertina teve de recorrer das explicações da Física Quântica: Podolski; Rosen; Einstein que ficaram abismados e perplexos com os paradoxos espaço-temporais que distorcem a realidade ortodoxa dentro das expectativas do senso comum e também dentro dos ditames da Física Clássica extrapolando-a.

A Física Quântica pulverizou a aniquilou toda a nossa visão de tempo e de espaço, simplesmente porque os fótons não se comportam como se existisse o tempo e muito menos o espaço.





  1. Buracos negros;

  1. Infinito

  1. Tempo

  1. Gravidade

  1. Magnetismo

  1. Energia

  1. Vida

  1. Inteligência

  1. Informação

  1. Corrente elétrica

  1. Dor

  1. Alegria

  1. Saudade

  1. Sabor

  1. Fome

  1. Beleza

  1. zero

  1. crianças quietinhas

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